
Comprar um bem de alto valor pode ser desafiador, principalmente se você não tem bons limites de crédito no mercado financeiro ou se a sua renda é incompatível naquele momento. Os jovens da geração Z, por exemplo, estão neste momento passando por essa dúvida: como financiar meu imóvel ou veículo? No momento de escolher entre consórcio ou financiamento, saiba que a primeira opção tem ganhado espaço.
Quem é a geração Z?
Antes de entender por que o consórcio tem sido a preferência dos jovens entre 18 e 29 anos, é importante lembrar que a geração Z, também conhecida como "Centenials", compreende aquelas pessoas nascidas entre 1997 e 2010. Pode haver variações nessa definição, mas uma coisa é certa: a chamada Gen Z é aquela que cresceu em meio ao avanço digital e foi se transformando com essas mudanças.
Consórcio ou financiamento: o que pesa na decisão?
Muitos são os motivos pelos quais os jovens - e adultos - da geração Z estão escolhendo entre consórcio ou financiamento para conquistar bens. Conforme mostrou um levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), de 2023 para 2024, a participação de pessoas entre 18 e 29 anos em consórcios teve um salto de 8,9%.
Os especialistas acreditam que a opção pelos consórcios demonstra que essa geração está mais cautelosa na hora de contrair dívidas caras e com altas taxas de juros, como é o caso da compra de casas, carros e motos. Escolher entre consórcio ou financiamento passa, ainda, por uma estratégia de se planejar financeiramente.
Essa estratégia, que é a criação de um orçamento de curto, médio e longo prazo, está cada vez mais disseminada entre a geração Z, visto que as ferramentas de controle financeiro hoje são mais acessíveis, além da própria disponibilidade de informações sobre educação financeira. Exemplo disso é que muitos aplicativos já oferecem, de forma gratuita, ferramentas de gestão do dinheiro.
Novo estilo de vida
O olhar mais cuidadoso com as finanças, contudo, não é a única razão que faz com que os jovens escolham entre consórcio ou financiamento. Nos dias de hoje, os jovens adultos adiam, cada vez mais, a saída da casa dos pais. E o consórcio é uma modalidade de contratação que exige mais tempo para que o contratante tenha acesso ao bem.
Dessa forma, se as pessoas não precisam comprar um bem de alto valor agregado de forma rápida, o financiamento tradicional pode não ser a melhor opção. Veja um exemplo: se um jovem pretender comprar um carro, mas não precisa dele com urgência, ao escolher entre consórcio ou financiamento, optará não pelo menor tempo que conseguirá ter o veículo em mãos, mas para a forma de pagamento de menor valor.
Enquanto no financiamento as pessoas podem comprar um bem e já começar a usufruir de imediato da aquisição, como começar a morar em um imóvel financiado ou começar a dirigir o próprio veículo, no consórcio exige uma série de regras que tratarão o tempo em que o bem estará disponível. Além disso, no consórcio, também existem formas de se conquistar o bem mais rapidamente, por meio de lances e sorteios.
Além disso, os especialistas observam que as condições atuais da economia não favorecem os jovens da geração Z, uma vez que o poder de compra está reduzido, em meio a altas taxas inflacionárias, e ao fato de que os bens estão cada vez mais caros. Juntos, esses fatores contribuem para uma escolha mais clara quando o público dessa idade pensa em aquisição de bens por meio de consórcio ou financiamento.
O que é um consórcio?
De acordo com o Banco Central do Brasil, o consórcio representa um grupo de pessoas (físicas ou jurídicas) que se unem para autofinanciar a compra de bens. Ou seja, várias pessoas participam de um consórcio para apoiar umas às outras na aquisição de bens. Nele, os participantes estão isentos de juros, mas pagam pela taxa de administração, que é o valor cobrado pela empresa que opera o consórcio.
Geralmente, as taxas variam entre 10% e 20%, mas existem também correções durante o tempo vigente do contrato. Além dos valores pagos, é importante que os consorciados conheçam as regras de contemplação, que determinam as formas de receber a quantia da carta de crédito.
Em alguns casos, as pessoas podem receber em poucos meses, por meio de sorteios ou lances, mas não é incomum que o contratante só consiga o bem ao final do prazo pactuado. Por isso, entre consórcio ou financiamento, o importante mesmo é conhecer com profundidade o que se está contratando e sempre garantir que a instituição é confiável e segura.
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